Madrugamos e nos encontramos no metrô Jabaquara (que fica à 200 metros de casa) de onde seguimos até a estação da Luz, para pegarmos o trem da CPTM com ponto final em Rio Grande da Serra.
Alguns quilômetros depois pegamos uma estradinha de terra na estação Campo Grande, onde cruzamos uma espécie de pátio de manobras de trem. Daí em diante, o percurso seria perfeito, de terra !!! A estradinha era legal, com alguns pontos de pedras soltas e tinha algumas boas subidas e claro, boas descidas, tudo de bom pra pedalar e curtir uma adrenalina, mas meu joelho direito, que semanas atrás começara a doer sem qualquer explicação, voltara a me perturbar novamente. E isso ocorreu logo no início do trecho de terra, quando parei e coloquei uma daquelas "cintas tensoras" no joelho. De início até adiantou um pouco, mas depois de um tempo, até esqueci que estava usando uma. Logo chegamos à Paranapiacaba, pequena vila de estilo inglês construída para os funcionários da companhia ferroviária. O início da trilha era cheio de pontos de lama e cheia de poças, mas foi divertido. Foram vários "quase tombos" e algumas sapatilhas enfiadas na lama no trecho plano.
Depois começamos a subir, quase sempre empurrando já que praticamente só existiam valetas, impossíveis de pedalar. Depois veio o trecho de descida, o mais perigoso de todos, sem lama, quase sem pedras, mas com pontos bem íngremes e cheio de valetas. Vencido o trecho, chegamos num riacho formado por uma queda d'água onde paramos para lavar um pouco a relação das bikes e justo nesse trecho ingênio que tomei um tombão, num vacilo, fazendo a volta na estradinha deixei a roda dianteira escorregar e não desclimpei a tempo. Mas saímos ilesos, eu e a bike.
Continuando mais alguns minutos chegamos ao vilarejo de Taquarussu, onde encontramos outros mountain bikers fazendo o mesmo trajeto que nós, além de uns jipeiros e outros turistas. O lugar possui uma pequena igreja, algumas construções e um belo lago, ideal para fugir da cidade grande.
Após uma meia hora de descanso, continuamos o pedal, partindo agora por um subida sem fim. Coloquei uma marcha bem leve (coroa dianteira pequena e engrenagem traseira maior ou a segunda maior) e mantive o ritmo na subida, que nunca acabava. O estranho é que o joelho doía mais no plano do que na subida, que encarei numa boa. Logo passamos pelo ponto de início do single track e aí que percebi que o desvio que fizemos na ida foi quase chegando em Taquarussu (na volta fizemos o caminho mais curto). Logo iniciamos o trecho de descida, passaríamos pela cancela (que também passamos na ida) e chegamos à Paranapiacaba, onde paramos para almoçar, numa das casas transformadas em restaurante para atender aos turistas.
Claro que depois deu aquela preguiça para voltar, mas como começou a esfriar e baixou uma neblina forte (eram aproximadamente 14:00 horas de horário de verão) resolvemos não enrolar e reiniciar o pedal, só que agora pelo asfalto. Desta vez passamos pelo trecho novo da cidade, subimos a passarela por cima da linha de trem para tirar umas fotos da Maria Fumaça e de outras composições que estavam na linha e seguimos para a igreja de N. S. de Paranapiacaba. O lugar, os novos amigos e a aventura valeram o dia.
Os detalhes do pedal na minha área do Garmin Connect estão em: http://connect.garmin.com/activity/17737567
Abaixo estão o mapa, a captura do Google Earth em tilt e a altimetria do pedal.

